B.2) MANCAIS HIDRODINÂMICOS
Da mesma forma, o efeito principal de sustentação é o efeito de cunha, mas o fluido utilizado nesse caso é líquido, mais comumente o óleo. Este tipo de mancal é o mais simples em termos de projeto e fabricação e é o que há mais tempo vem sendo utilizado na construção de máquinas.
As velocidades relativas para gerar o efeito de sustentação do mancal hidrodinâmico são menores do que no aerodinâmico devido à viscosidade do óleo ser muito maior. Uma desvantagem relacionada a isso está no fato de que, quando há variação na velocidade relativa, há variação proporcional na força de sustentação do mancal, podendo alterar sua posição de equilíbrio pelo deslocamento do centro de rotação.
Uma outra desvantagem diz respeito à grande variação de viscosidade que ocorre no óleo quando há variação de temperatura. Da mesma forma, isso irá alterar a força de sustentação do mancal e deslocará o seu centro de rotação. A situação ótima de operação exige uma temperatura estável do óleo e trabalho do mancal em regime permanente. Em função do seu princípio operacional e do altíssimo custo envolvido na fabricação de mancais hidrodinâmicos rotativos de alta qualidade, é muito difícil a utilização de cabeçotes de máquinas equipados com mancais hidrodinâmicos.
O contato mecânico entre as partes do mancal só ocorre durante a sua partida, o que torna o seu desgaste muito pequeno. Este tipo de mancal é muito encontrado em cabeçotes de retificadoras e em virabrequins de motores de combustão interna. Nestes casos, são largamente conhecidos como bronzinas. A figura 21 mostra alguns componentes de um motor de automóvel, com destaque para os mancais hidrodinâmicos.
Figura 21 – Mancais hidrodinâmicos de um motor de automóvel.