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OTIMIZAÇÃO DO VOLUME DE FLUIDOS DE CORTE
NOS PROCESSOS DE USINAGEM

 

INTRODUÇÃO

Fluidos de corte nas operações de corte têm sido usados desde a antigüidade. Os registros do significativo aumento na produtividade causado pelo uso de fluidos durante o corte datam, porém, de cerca de 100 anos atrás. Em 1883 F.W.Taylor mostrou que a velocidade de corte poderia ser aumentada de 30 a 40% através da inundação da interface peça/ferramenta com forte fluxo de água. Desde então o desenvolvimento dos fluidos de corte tem sido crescente para melhorar o desempenho das operações de corte dos materiais.
Este desenvolvimento preocupado com os aspectos econômicos e tecnológicos esqueceu dos aspectos ecológicos. Há cerca de três décadas atrás, motivado pelos constantes problemas manifestados em operadores de máquinas de usinagem, iniciaram-se estudos para avaliação do grau de agressividade (ao homem e ao meio ambiente) dos fluidos de corte empregados nos processos de fabricação. Com este estudo muitos produtos foram proibidos pelo alto grau de toxidade, sendo outros produtos menos tóxicos limitados as suas concentrações.
Como a eliminação total dos fluidos de corte nos processos de usinagem ainda não é possível, a otimização de seu emprego nos diversos processos e o desenvolvimento de novos produtos não nocivos se mostram como a melhor alternativa para reduzir o impacto ambiental gerado pelo seu uso.

OBJETIVOS

Os estudos nesta área visam enquadrar os processos de usinagem dentro das exigências ambientais que gradativamente estão surgindo pela necessidade de reduzir e/ou eliminar as diversas fontes de agressão ao meio ambiente.
Sendo os fluidos de corte um dos principais agentes poluidores dos processos de fabricação, torna-se essencial o direcionamento da pesquisa nesta área.

DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA

O LMP, prevendo as futuras necessidades dos processos produtivos brasileiros em se adaptar as exigências internacionais de produção, iniciou em 1997 estudos nesta área.
Na fase inicial são avaliadas as reais influências dos fluidos de corte nos tradicionais processos de usinagem com ferramenta de corte de geometria definida (torneamento/furação/fresamento).

Esta avaliação é efetuada:

  • na ferramenta:
    -vida útil
    -tipos e formas de desgaste
    -esforços de corte
    - temperatura de trabalho;
  • na peça:
    -qualidade dimensional
    -qualidade superficial
    -tipo e forma de cavaco.

Através de variações no tipo de fluido, na forma de aplicação e na quantidade aplicada no processo consegue-se determinar as influências tecnológicas ocasionadas por estas alterações.
Com esta metodologia consegue-se gerar conhecimento básico permitindo identificar os principais benefícios causados pelos fluidos de corte em cada processo. Estes conhecimentos convenientemente interpretados possibilitam modificar as características dos fluidos de corte reduzindo ou eliminando o impacto ambiental dos diversos processos de fabricação.

Usinagem com fluido de corte

 
Contato:
DUECO
Rolf Bertrand Schroeter Prof. Dr. Eng.
Última Atualização 21.06.2006